Estado combate corrupção moral e incentiva denúncias

O Paraná registrou 2.245 denúncias de assédio moral ou sexual em ambientes da administração pública, mais 194 de racismo e 94 de homofobia, de 2011 a 2020. O levantamento foi feito pela Coordenadoria de Ouvidoria, da Controladoria-Geral do Estado para mapear a situação em órgãos públicos, elaborar novas estratégias de combate e incentivar ainda mais as denúncias.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (09), Dia Internacional Contra a Corrupção, que antecede o Dia Internacional dos Direitos Humanos. “A corrupção não compreende só o uso de meios ilícitos para se obter vantagens financeiras, mas também a deterioração do ambiente de trabalho e das relações interpessoais. O servidor público e a população precisam dispor de ambiente saudável para que a administração pública seja eficiente, ética e íntegra”, afirmou o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira.

As denúncias classificadas naquelas naturezas somaram 2.533 relatos e envolvem o relacionamento interpessoal entre servidores, entre servidores e terceirizados, e entre servidores e cidadãos. A maior parte, 960 ou 37%, foi resolvida com providências administrativas; 347 (14%) estão em investigação e 156 (6%) resultaram em sindicância ou processo disciplinar.

CAMPANHA – O levantamento mostrou que 504 denúncias, cerca de 20% do total, não apresentavam indícios suficientes para que a apuração progredisse. Por isso, a CGE lançou campanha pela internet para combater desvios de conduta deste tipo e estimular que as vítimas não se calem e procurem a Ouvidoria-Geral do Estado.

“A administração pública não pode tolerar condutas discriminatórias ou de coação moral ou sexual, que pretendem deteriorar moralmente as vítimas e deixá-las vulneráveis. Essas atitudes são contrárias ao objetivo do Governo do Estado de integridade e ética”, completou Siqueira.

Fonte e foto: Agência Estadual de Notícias

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