Paraná está entre os primeiros em número de presos que trabalham

O Departamento Penitenciário Nacional divulgou levantamento de informações penitenciárias com estatística do primeiro semestre de 2020. Dentre os dados divulgados, estão as ações de reintegração e assistência social. Conforme a plataforma de estatísticas, mesmo com a pandemia da Covid-19, o Paraná foi o terceiro colocado entre os estados com o maior número de presos trabalhando (7.785), depois apenas de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Na questão de estudo, o Estado ficou com o 5º lugar, com 6.691 internos matriculados no ensino básico, cursos profissionalizantes, atividades complementares ou ainda em programas de remição pelo esporte ou leitura. São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina são os primeiros colocados.

“Buscamos colocar cada vez mais os presos para estudar e trabalhar, pois temos certeza que, somente desta forma, é que devolveremos à sociedade alguém melhor, independente do que o fez entrar para o sistema prisional”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

O levantamento do Depen Nacional mostrou ainda que 1.404 detentos paranaenses, sendo1.289 homens e 115 mulheres, estudam e trabalham.

Segundo o chefe do Setor de Produção e Desenvolvimento (Seprod) do Depen do Paraná, Boanerges Silvestre Boeno Filho, o número mostra que a instituição e o Estado estão no caminho certo quanto à ressocialização dos presos. “É muito importante darmos oportunidades para que os presos possam aprender e sair do sistema prisional melhor do que entraram”, afirmou.

Mesmo com os diversos obstáculos impostos pela pandemia, incluindo a suspensão de atividades laborais não-essenciais e de trabalho externo, no primeiro semestre de 2020 o Paraná ficou depois apenas de Minas Gerais (com 13.488 presos trabalhando) e Rio Grande do Sul (que tem 9.634 presos trabalhando) em relação ao número de presos que trabalha.

“Com a pandemia, nós conseguimos mostrar à sociedade como a mão prisional é produtiva. Várias unidades fizeram equipamentos de proteção individual, como máscaras e jalecos, e, assim, atendemos forças de segurança e profissionais da saúde de todo o Paraná, além do próprio Departamento Penitenciário”, disse o chefe do Seprod.

A produção de máscaras ainda rendeu dois convênios com confecções que ampliaram o leque de produtos e passaram a também comercializá-las. “Uma delas já era parceira, produziam uniformes profissionais, mas, devido à pandemia, o nicho mudou. A partir do momento que não precisarem mais das máscaras, eles voltam à produção anterior, o que mostra como os internos podem se adaptar”, acrescentou Boanerges.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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