Ouça Ao Vivo

2 de janeiro de 2026 10:47

Carregando...

Número de cirurgias eletivas no Paraná tem salto com regionalização do atendimento

às
Julio Cesar Alves
Foto: Agência Estadual de Notícias

O Programa Opera Paraná consolidou em 2025 um dos maiores avanços da saúde pública estadual ao elevar o volume de cirurgias eletivas a níveis inéditos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entre janeiro e setembro de 2025 foram realizadas 603 mil cirurgias, com média de 67 mil por mês. Nesse ritmo, 2025 deve terminar com cerca de 805 mil cirurgias, volume 15% superior ao registrado no ano passado. Criado em 2022, o programa tem como foco reduzir filas de cirurgias de média e alta complexidade, ampliando a oferta de serviços em hospitais de todos os portes.

“O Paraná é o Estado que mais realiza proporcionalmente cirurgias eletivas no país. Estamos levando qualidade de vida e soluções à população ao eliminar filas e diminuir a espera”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A partir de uma estratégia de regionalização do atendimento, o Opera Paraná estabeleceu um novo padrão de agilidade e acesso para a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2024 e 2025, o intervalo entre a autorização e os procedimentos caiu 4,61%, passando de 65 para 62 dias. Atualmente, no Estado, 73.736 pacientes aguardam um procedimento cirúrgico. “Esse aumento é reflexo da ampliação dos serviços e, ainda assim, estamos conseguindo acelerar o atendimento”, destacou o secretário.

Ao longo de 2025, os 83 mutirões promovidos pelo Opera Paraná reforçaram esse avanço ao ampliar não apenas cirurgias eletivas, mas também consultas, exames e diversos procedimentos na rede hospitalar, em parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

No Hospital São Rafael, em Rolândia, no Norte paranaense, as cirurgias eletivas saltaram 35% de janeiro a setembro de 2025 em relação ao mesmo período no ano passado. Dados da Sesa apontam que de 2023 para 2024 o balaço fechou em 97% a mais no número de procedimentos, totalizando quase 2,3 mil.

Referência para uma população de 130 mil habitantes em 8 municípios, o hospital zerou as filas de espera para vasectomia, laqueadura e cirurgias ortopédicas de pé e mão. Com o novo fluxo, pacientes dessas especialidades hoje esperam, em média, 40 dias entre a consulta e o procedimento. “Já começamos a receber pacientes de Londrina para procedimentos de mão. A expectativa é fazer cerca de mil cirurgias ainda no primeiro semestre de 2026”, afirmou o diretor do hospital, Paulo Boçois de Oliveira.

A experiência da dona de casa Vanessa Lopes (34 anos) ilustra o impacto dessa aceleração. Moradora da região, ela fez a laqueadura no início de dezembro, após cumprir o período de carência legal de 60 dias. “Entre a última consulta e a cirurgia, foram menos de dois meses”, contou. O hospital vem ampliando a capacidade desde 2018, quando realizava 21 procedimentos mensais contratualizados. A projeção para o próximo ano é de 500 cirurgias ao mês, frente às 190 atuais.

Fonte: AEN

Foto de Julio Cesar Alves

Julio Cesar Alves

Jornalista

Veja também

Esporte
Geral
Geral
Geral
Geral
Ampére
Geral
Esporte

Em Alta

Policial
Regional
Policial
Policial
Regional
Policial
Ampére
Esporte
Esporte