“Leito de UTI não é garantia de vida pra ninguém”, alerta chefe da 8ª Regional de Saúde

Dia 21 de março de 2020 foi confirmado o primeiro paciente com Covid-19 na região Sudoeste. Era de Pato Branco. Um ano depois, a doença provocada pelo coronavírus, que foi detectado na cidade de Wuhan, Província de Hubei, na China, chegou ao Brasil no início de 2020, já provocou 280 mil mortes no Brasil e mais de 700 na região Sudoeste.

A chefe da 8ª Regional de Saúde, enfermeira Nádia Zanella, avalia que vivemos o momento mais crítico da Covid-19 e que as pessoas precisam se sensibilizar para se prevenir contra o contágio do coronavírus. Não adianta as pessoas acharem que só o leito de UTI vai salvar vidas.

“Vivemos o pior momento da pandemia, o momento mais crítico; as vacinas estão chegando, mas não podemos relaxar as medidas de prevenção neste momento, porque ainda é muito singelo o percentual da população vacinada. Pra que realmente tenhamos impacto na disseminação do vírus, precisamos de uma cobertura maior de população vacinada. É importante que parte da população que não se sensibilizou quanto à gravidade do momento, quanto à criticidade [da situação], não somente com relação à disponibilidade de leitos [em hospitais], mas como medicamentos pra suprir esse leitos, que se sensibilize no sentido de evitar aglomerações, sensibilize quanto às medidas de prevenção, porque os serviços de saúde estão trabalhando com capacidade máxima todos os dias”, alerta.

“Temos demandas de pacientes aguardando vagas nesses hospitais de referência, isso em âmbito público e privado”, continua Nádia. A chefe da 8ª Regional acrescenta que “não se trata apenas do leito de UTI, ele não é garantia de vida pra ninguém; temos uma taxa de mortalidade em torno de 40% das pessoas que vão para um leito de UTI exclusivo Covid, essa é uma taxa elevadíssima! Não são números, são pessoas que estão perdendo a vida, estão perdendo a luta contra o coronavírus. Temos em frear essa disseminação do vírus”.

Fonte e foto: Jornal de Beltrão

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