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15 de maio de 2026 16:51

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Família de Ampére relata tentativa de golpe com falso médico de hospital de Francisco Beltrão

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Julio Cesar Alves
Foto: Assessoria

Um momento de desespero, preocupação e fragilidade quase terminou em prejuízo para uma família de Ampére. Criminosos usaram o nome de um dos hospitais mais conhecidos da região no tratamento contra o câncer para tentar aplicar um golpe enquanto uma paciente estava internada na UTI. O caso foi relatado ao Jornalismo Ampére FM/Interativa FM e serve de alerta para toda a população. Os golpistas utilizaram o nome do CEONC de Francisco Beltrão para tentar convencer familiares a fazer um pagamento urgente sob a justificativa de exames médicos emergenciais.

A acompanhante da paciente contou que a tia passou por uma cirurgia no hospital na última segunda-feira, dia 11 de maio. Após o procedimento, os médicos decidiram mantê-la na UTI por 24 horas como medida de precaução. Como acompanhantes não podem permanecer no setor, ela decidiu ficar hospedada em um hotel na cidade para estar próxima caso surgisse alguma necessidade.

Na manhã seguinte, por volta das 8h, recebeu uma mensagem de um número desconhecido. O homem se apresentou como “Dr. Rodrigo Guzzi”, suposto médico plantonista do hospital, e logo depois realizou uma ligação.

Durante a conversa, o golpista afirmou que exames de rotina teriam identificado uma possível hemorragia na paciente e que seriam necessários exames urgentes para descobrir a origem do problema e realizar um possível procedimento. Ele disse que os exames poderiam ser liberados pelo SUS, porém demorariam cerca de dois dias, e que a família poderia agilizar tudo realizando o pagamento de forma particular.

Desconfiada da situação, a acompanhante respondeu que iria até o hospital conversar pessoalmente antes de tomar qualquer decisão. Mesmo assim, o homem insistiu para que ela autorizasse imediatamente os exames e realizasse o pagamento. Ao chegar no hospital, a suspeita foi confirmada: não existia nenhum médico com aquele nome trabalhando no local.

A recepção explicou que o hospital nunca fornece informações detalhadas sobre pacientes por telefone e jamais solicita pagamentos dessa forma. O caso foi comunicado à direção da unidade, que também alertou familiares de outros pacientes internados sobre a tentativa de golpe.

A acompanhante registrou um Boletim de Ocorrência e destacou que conseguiu manter a calma, mas acredita que muitas pessoas podem acabar cedendo diante do medo e da pressão emocional.

A reportagem entrou em contato com o CEONC, que reforça que todas as informações sobre pacientes são repassadas presencialmente aos familiares responsáveis e orienta que qualquer dúvida seja esclarecida diretamente no hospital antes de qualquer pagamento ou procedimento.

A Polícia Civil do Paraná orienta que, ao receber mensagens ou ligações suspeitas, as pessoas não façam pagamentos, não compartilhem dados pessoais, senhas ou códigos enviados por SMS, além de evitar clicar em links desconhecidos. Também é recomendado bloquear o contato, salvar prints das conversas e registrar Boletim de Ocorrência.

Foto de Julio Cesar Alves

Julio Cesar Alves

Jornalista

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