Excesso de chuvas prejudica lavouras de milho e soja; na região, buva já está atacando

Dois dos principais grãos produzidos no Paraná, a soja e o milho, entre outras culturas, sofreram bastante com as condições climáticas observadas no Estado no começo do ano. O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, produzido por técnicos do Deral, da Secretaria de Estado da Agricutura e Abastecimento (Seab), analisa essa situação na edição desta semana.

O milho da primeira safra está com 37% em estágio de maturação, com boa parte pronta para a colheita, mas as chuvas constantes dos últimos dias frearam esse trabalho. Na região de Francisco Beltrão-Dois Vizinhos, muitos produtores que plantaram milho para silagem já estão colhendo e fazendo o armazenamento.

A expectativa é que o sol se firme, sobretudo nas regiões de Ponta Grossa, Guarapuava e Curitiba, possibilitando maior avanço.No entanto, as chuvas acima da média histórica podem impactar na qualidade do cereal e causar perdas. As condições das lavouras tiveram uma piora, de acordo com o boletim.

Conforme Marcelo Garrido, economista do Deral/Seab, no mês passado, aproximadamente 79% da área de 359 mil hectares apresentavam condições boas. Agora, baixou para 71%.

“A expectativa é de uma trégua nas chuvas nas próximas semanas que possibilite aos agricultores realizar os tratos culturais e garantir uma melhor qualidade, volume e produção.” Na região de Francisco Beltrão-Dois Vizinhos há várias lavouras em que a buva – uma planta daninha – cresceu e está prejudicando o desenvolvimento das plantas de soja.

O aparecimento de buva se deve em ao manejo das plantas e da resistência ao glifosato. Há alguns anos a buva não era resistente a este agrotóxico, mas, com o tempo, ela foi desenvolvendo resistência.

O plantio da segunda safra de milho está bastante lento. Os produtores precisam primeiro promover a colheita da soja. Mas as condições climáticas impedem que esse trabalho seja feito de forma mais intensa. Enquanto isso, o plantio da segunda safra de soja já alcança 65% da área estimada de 39 mil hectares.

Outros produtos
O boletim também relata a situação do feijão de primeira safra, cuja colheita e qualidade estão igualmente prejudicadas pelas chuvas em abundância. No caso da mandioca, é colhida durante todo o ano, mas, em janeiro as condições climáticas não foram favoráveis.
Para a batata, a estiagem prejudicou o plantio e desenvolvimento e, agora, o excesso de chuva compromete a colheita.O documento trata, ainda, do volume de 575,5 mil toneladas de frutas comercializadas nas cinco unidades da Ceasa no Paraná em 2020.

O montante financeiro em circulação alcançou R$ 1,6 bilhão. Por fim, registra-se a expectativa de que os números apontem que, em 2020, o Brasil produziu 13,7 milhões de toneladas de carne de frango, volume 4% superior a 2019.

Fonte e foto: Jornal de Beltrão

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