Agricultura familiar ainda sofre com os prejuízos da estiagem e a falta de socorro

Mais uma vez, a agricultura familiar pede socorro. Na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, na semana passada, o governador Ratinho Júnior (PSD) comemorou o fim do rodízio no abastecimento de água em regiões paranaenses mais afetadas, como a Grande Curitiba, depois de dois anos de escassez hídrica rigorosa. Mas os problemas no campo continuam e o drama da agricultura familiar com os prejuízos decorrentes da estiagem se tornam cada vez mais dramáticos.

A pedido das entidades que representam o segmento produtivo da agricultura familiar e da agricultura camponesa, como sindicatos, associações e cooperativas de produção e de crédito, o Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar na Assembleia, liderado pela deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), ouviu a reclamação das organizações em reunião remota e se colocou à disposição de reforçar o pedido das entidades junto ao governo do estado.

As lideranças populares querem também envolver os parlamentares estaduais, as representações de prefeitos e de vereadores das regiões mais afetadas e o Ministério Público no socorro e na construção de soluções urgentes para amenizar o drama das famílias produtoras de alimentos.

Entre as prioridades da pauta de reivindicações da agricultura familiar estão 1) a efetivação de um programa de auxílio emergencial às famílias afetadas pela estiagem, 2) criação de um comitê emergencial amplo, 3) uma política ambiental efetiva, 4) fomento para aqueles agricultores que não acessaram o crédito rural , 5) financiamento direto aos agricultores e assistência técnica e extensão rural, entre outras ações.

Medidas concretas

“Precisamos de medidas concretas, de políticas estruturantes, que tragam soluções a médio e longo prazos porque o drama dos agricultores com a estiagem se repete todos os anos”, disse o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Paraná, Elizandro Kracjzyk. Deputada Luciana disse que o bloco vai solicitar o Grande Expediente da Casa de Leis para que as organizações da agricultura familiar se manifestem e busquem sensibilizar os parlamentares estaduais, que são na maioria da base do governo, e ainda reforçar as reivindicações dos agricultores familiares nesse espaço. Participaram também da reunião do bloco os deputados estaduais petistas Arilson Chiorato, José Lemos e Tadeu Veneri,  além de representante do mandato do deputado Jorge Goura (PDT).

Deputada Luciana apoia policiais e bombeiros

Embora a remuneração de policiais militares e de bombeiros já esteja prevista em legislação estadual, é uma luta convencer o governo do estado, todos os anos, a garantir esse direito para as duas corporações. Na prática, a falta da regulamentação da jornada de trabalho dos militares estaduais abre brechas para escalas exaustivas, de risco e estresse constantes, sem as devidas remuneração, compensação ou o repouso adequado.

“A consequência mais imediata, além dos prejuízos econômicos, é o impacto direto na saúde física e mental desses trabalhadores da segurança pública”, diz a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT).

Militares estaduais não recebem hora extra, como as demais categorias profissionais de servidores e trabalhadores civis, nem possuem um banco de horas para a compensação do excedente trabalhado, quando a situação exige. Por exemplo, quando o atendimento de uma ocorrência extrapola a jornada de trabalho desses profissionais.

Fonte e Foto: Assessoria

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