A cada dia, Paraná registra 24 casos e uma morte por câncer de pele

Dezembro é o mês laranja, no qual se trabalha a conscientização e prevenção do câncer de pele, tipo de neoplasia mais comum de ser diagnosticada. Só em 2020, por exemplo, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Paraná vai registrar 8.930 casos da doença, o que dá uma média diária de 24,4 diagnósticos. Além disso, nos últimos anos o número de mortes causadas por esse tipo de câncer está em alta, o que ressalta a importância de se tratar do assunto.

Conforme dados do Ministério da Saúde, compilador a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), desde 2013 o número de óbitos causados pelo câncer de pele só tem crescido no estado, tendo saltado de 273 para 342 no período analisado – um crescimento de 25,3%.

Entre todas as unidades da federação, o Paraná aparece como quinto em número de mortes causados por esse tipo de neoplasia, atrás apenas de Rio de Janeiro (349), Minas Gerais (422), Rio Grande do Sul (465) e São Paulo (1.066).

Com a pandemia do novo coronavírus, o temor é que o cenário se agrave mais. Isso porque muitos pacientes podem estar deixando para depois a consulta, o que pode agravar o problema e, consequentemente, reduzir as chances de cura. Por isso, a recomendação do doutor Roberto Tarté, dermatologista do Hospital INC, de Curitiba, é que a pessoa procure atendimento médico tão logo apareça qualquer lesão suspeita no corpo, em qualquer idade.

“Temos observado pacientes que não vêm imediatamente para a consulta ao detectar uma lesão; quando vêm, a lesão já está maior”, informa o especialista, citando um caso de um paciente com suspeita de melanoma, o mais grave dos tipos de câncer de pele, que preferiu evitar consultas durante o período da pandemia, adiando seu contato com o médico. Resultado: o problema se confirmou e tratava-se de lesão em fase mais avançada, com menor chance de cura.

“A análise da lesão e do tratamento a ser adotado precisa ser feito de forma crítica e breve em muitos casos; não pode ser uma decisão única, a discussão com o seu médico é importante”, alerta ainda Tarté, lembrando que, dependendo da extensão do câncer, muitos procedimentos cirúrgicos podem ser realizados no próprio consultório, sem a necessidade de deslocamento para uma unidade hospitalar ou internação. Por isso, em tempos de pandemia, é importante conhecer primeiro a extensão da lesão, a agressividade do câncer, para só então tomar a decisão adequada.

Fonte: portal Bem Paraná – Foto: Agência Brasil

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