Mais de cem pessoas participaram, na última sexta-feira (21), de mais um Giro de Campo promovido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza. O evento, realizado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), apresentou os resultados de pesquisas com forrageiras de inverno e reuniu pesquisadores, técnicos extensionistas, produtores rurais e estudantes. O evento também foi marcado pelo lançamento da cultivar “Aveia Mega Massa”, desenvolvida por pesquisadores do IDR e plantada nas áreas experimentais da UFFS.
Os experimentos coordenados pelo professor Jonatas Cattelam, do curso de Medicina Veterinária, testaram diversos materiais forrageiros: aveia branca (Artemis, Andromeda e Afrodite), aveia preta (Cabocla), centeio (IPR 89), trigo (Batovi) e triticale (Goitacá). As áreas experimentais da UFFS receberam as plantações, que foram acompanhadas da semeadura à colheita para ensilagem.
“O objetivo foi verificar se essas espécies são viáveis para produção de silagem no inverno, oferecendo uma alternativa ao milho, que é a base na estação quente. E o que observamos é que todas elas se adaptaram muito bem às condições de clima e solo do Sudoeste do Paraná”, destacou Cattelam. Para o produtor que busca diversificar a alimentação do rebanho no inverno, as cultivares testadas representam opções viáveis e seguras: “Algumas são mais precoces, outras mais tardias; umas produzem mais grão, outras mais massa foliar. O importante é que todas são viáveis e oferecem opções para diferentes realidades produtivas a depender do objetivo do produtor”, explicou.
O professor da UFFS destacou a importância da pesquisa para a região: “A silagem de milho é a base na estação quente, mas, se houver algum problema ou se o produtor quiser diversificar, as forrageiras de inverno surgem como alternativa segura. Podemos direcionar o milho para animais de alta exigência e usar a silagem de inverno para outras categorias, otimizando a alimentação do rebanho”, disse.
Os experimentos com forrageiras de inverno na UFFS são desenvolvidos através de diferentes projetos de ensino, pesquisa e extensão. Além de contarem com o apoio do IDR-PR e da Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar (CLAF), também participam dos projetos bolsistas de iniciação científica e estudantes de graduação e pós-graduação, dos cursos de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Bem-Estar e Produção Animal Sustentável da UFFS.
A equipe agora segue com a compilação dos dados de produtividade e a realização das análises bromatológicas das silagens, que auxiliam na avaliação da qualidade de cada material. “Além de garantir alimento em quantidade, também é importante que a silagem produzida apresente qualidade adequada, a fim de assegurar que a demanda nutricional dos animais que receberão a silagem seja atendida”, destacou o professor Cattelam.
Lançamento da Aveia Mega Massa
Um dos momentos mais aguardados do evento foi o lançamento da “Aveia Mega Massa”, nova cultivar de aveia branca forrageira desenvolvida pelo IDR-PR. O pesquisador Elir de Oliveira, que integra a equipe de melhoramento, explica os diferenciais: “A Mega Massa vem para agregar ainda mais valor, pois apresenta maior produção de matéria seca, sendo indicada para feno, pré-secado e para mix de plantas de cobertura. Uma outra vantagem importante é a alta relação folha/colmo. A folha é a parte mais nutritiva da planta e a preferida pelos animais, por sua digestibilidade”, detalhou.
A cultivar já está registrada no Ministério da Agricultura e, nesta safra, está sendo produzida semente para multiplicação, com expectativa de chegar ao produtor comercial em breve. “A realização do pesquisador é ver o produtor usando o material. Eventos como esse, na UFFS, são fundamentais para os técnicos conhecerem a nova cultivar, recomendarem e sensibilizarem os produtores de sementes”, completou Oliveira.
Durante o evento, os participantes também puderam conhecer as áreas experimentais da UFFS, além de tirarem dúvidas com os pesquisadores e acompanharam as demonstrações práticas de manejo das culturas.
Fonte: Assessoria

















