Um projeto regional para a gestão e destinação de resíduos sólidos urbanos avança no Sudoeste do Paraná. A iniciativa, estruturada pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional (Consud) em parceria com a Caixa Econômica Federal, reúne 23 municípios e prevê a implantação de um modelo de concessão para o tratamento dos resíduos. O projeto começou a ser estruturado em 2023, quando 25 dos 27 municípios da região participavam das discussões. Segundo o presidente do Consud e prefeito de Santa Izabel do Oeste, Jean Pierr Catto, após as tratativas, 23 municípios decidiram seguir juntos na conclusão do processo.
A estimativa é que essas cidades produzam aproximadamente 300 toneladas de resíduos urbanos por dia. A proposta prevê investimentos em tecnologia e preparação dos materiais para reduzir gradualmente a quantidade de lixo destinada aos aterros sanitários. A meta estabelecida para 2040 é que apenas 20% dos resíduos gerados pelas famílias sejam encaminhados aos aterros. O restante deverá ser destinado a processos que permitam a transformação dos materiais em subprodutos.
Além do aspecto ambiental, o projeto busca reduzir os custos para os municípios. De acordo com Catto, atualmente Santa Izabel do Oeste paga aproximadamente R$ 230 por tonelada para a destinação em aterro sanitário. Com o modelo estruturado pelo Consud, o valor estimado para o início da concessão é de R$ 163 por tonelada, uma redução próxima de 30%.
A proposta também prevê a criação de uma tarifa para a destinação dos resíduos, calculada com base no consumo residencial de água. Medida já adotada por Francisco Beltrão. Segundo o presidente do Consud, o modelo é utilizado em outros municípios e busca estabelecer uma cobrança proporcional à geração de resíduos.
Nesta quarta-feira (26), representantes dos municípios apresentaram o projeto a vereadores e presidentes das câmaras municipais das cidades participantes. O próximo passo será o encaminhamento de um projeto de lei comum aos 23 municípios, que deverá ser analisado pelos respectivos legislativos.
Após a aprovação, estão previstas audiências públicas para ouvir a população. Na sequência, o projeto deverá ser apresentado a empresas interessadas em participar da concessão, em uma série de encontros chamados de roadshows, com previsão de realização na B3, em São Paulo.
A expectativa é que o leilão da concessão ocorra em janeiro de 2027. A previsão apresentada pelo Consud é iniciar a implantação do projeto até julho do mesmo ano, com a estruturação das empresas responsáveis pela operação ao longo de 2027.
A iniciativa é considerada pelo Consud uma alternativa para que os municípios atendam às metas previstas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ao mesmo tempo em que buscam reduzir custos e melhorar a destinação ambiental dos resíduos produzidos na região.
Fonte: Assessoria com Portal RBJ



















