Após um período extenso sem a construção de penitenciárias, o que resultou em uma população carcerária de cerca de 12 mil pessoas acomodadas indevidamente em delegacias, o Paraná vai terminar o quadriênio entre 2019 e 2022 com 4.231 novas vagas incorporadas ao sistema prisional. São seis cadeias Públicas: em Campo Mourão, Ponta Grossa, Guaíra, Londrina, Foz do Iguaçu e Curitiba (reforma); um Centro de Integração Social, em Piraquara; e a ampliação da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu.
O planejamento do Governo do Estado prevê ainda a abertura de mais 3.204 vagas, entre reformas, ampliações e construções, até 2024. No total, a capacidade carcerária será ampliada em 7.435 detentos ao longo de seis anos, acabando com a custódia de presos em espaços voltados para a investigação de crimes. O investimento previsto é de R$ 261,2 milhões, por meio de recursos estaduais e federais.
Há, também, a reestruturação de complexos já em funcionamento, como a nova Unidade de Progressão de Ponta Grossa (PEPG-UP 2), inaugurada na segunda-feira (20) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O espaço, mais moderno e autossustentável, poderá receber até 350 pessoas privadas de liberdade. A cidade dos Campos Gerais é um bom exemplo dessa reestruturação carcerária. Passará neste ano de 1,6 mil para 2,7 mil vagas disponíveis.
“Quando começamos a gestão, em 2019, tínhamos mais de 12 mil presos em delegacia, algo que envergonhava o Paraná. Uma tarefa árdua, difícil, mas que a Secretaria da Segurança Pública, com planejamento e dedicação, conseguiu resolver. Garantimos assim um ambiente mais adequado ao sistema penitenciário, com fluxo de presos para unidades maiores e melhorias nas cadeias públicas existentes”, afirmou Ratinho Junior.
De acordo com o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), cinco complexos previstos para o período 2019-2022 já estão em funcionamento. Outros três estão em vias de ser finalizados – as Cadeias Públicas de Guaíra e Foz do Iguaçu atingiram em junho 99,8% de obras executadas, restando detalhes finais do projeto. Já a Cadeia Pública de Ponta Grossa alcançou 95,8%.
“Vivíamos uma situação de colapso, o preso entrava e não saía. Precisamos passar por uma reengenharia completa do sistema, com um modelo de gestão totalmente diferente. Chegamos além do que podíamos imaginar, mesmo sem nenhuma concessão de penitenciárias e cadeias para a administração privada”, afirmou o diretor-geral do Deppen, Francisco Caricati.
Fonte e foto: Agência Estadual de Notícias











