As cooperativas paranaenses projetam ampliar seu faturamento de cerca de R$ 250 bilhões para R$ 500 bilhões até 2032, impulsionadas pela expansão da agroindustrialização e por novos investimentos no campo. O plano de crescimento do cooperativismo foi apresentado pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, para diretores e superintendentes da Copel nesta quinta-feira (24), em Curitiba.
“Sustentar esse ritmo de crescimento exigirá avanços em áreas como logística, conectividade e infraestrutura energética, consideradas fundamentais para a competitividade do setor”, revelou.
Nos últimos anos, a aproximação entre Copel e Ocepar tem ampliado o diálogo com cooperativas e produtores rurais em busca de soluções para demandas do campo. Entre as iniciativas estão o Copel Agro, fóruns regionais de discussão e ações voltadas ao fortalecimento da rede elétrica em regiões com forte atividade produtiva.
Ricken ressaltou a importância de dar continuidade a esse trabalho, especialmente em temas como a ampliação do acesso à rede trifásica e o atendimento aos novos investimentos que avançam pelo interior do Estado.
“Queremos construir soluções em conjunto com a Copel e avançar nos temas que são importantes para o campo e para o Paraná”, destacou.
O presidente da Copel, Daniel Slaviero, lembrou que acompanhar de perto as demandas do agronegócio é fundamental para orientar o planejamento da companhia.
“O cooperativismo é uma das grandes forças econômicas do Paraná. Ouvir quem produz, investe e gera oportunidades em todas as regiões do Estado nos ajuda a planejar melhor a infraestrutura necessária para acompanhar esse avanço”, ressaltou Daniel Slaviero.
As cooperativas paranaenses respondem por cerca de 65% da produção de grãos e 45% da produção de carnes e lácteos do Estado. Atualmente, o sistema reúne 255 cooperativas.
Segundo Ricken, uma das mudanças mais significativas das últimas décadas foi a expansão da agroindustrialização, que ampliou a agregação de valor à produção e fortaleceu as economias regionais. Atualmente, quase metade do faturamento das cooperativas agropecuárias é gerado por mais de 161 agroindústrias instaladas no Paraná.
“O Paraná continua investindo, ampliando sua capacidade produtiva e agregando valor aos seus produtos. Para nós, energia é uma necessidade. Para a Copel, é uma oportunidade de acompanhar esse movimento e contribuir com a transformação econômica do Estado”, observou.
Os números apresentados pela Ocepar mostram a dimensão desse desafio. As 20 cooperativas mais agroindustrializadas do Paraná consomem atualmente cerca de 2,3 mil GWh de energia por ano, volume que deverá crescer aproximadamente 33% até 2032.
“Energia de qualidade gera oportunidade, mais renda e desenvolvimento econômico e social para o Paraná. Por isso, ter essa parceria com a Copel é tão fundamental”, finalizou o presidente da Ocepar.
Fonte: Assessoria



















