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7 de abril de 2026 16:06

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Duas aeronaves atuam em captação de órgãos em Francisco Beltrão

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Silvonei Casarim

Uma operação aérea foi realizada para a captação e transporte de órgãos em Francisco Beltrão, no Hospital Regional do Sudoeste. A ação envolveu a doação de múltiplos órgãos de uma paciente jovem, após confirmação de morte encefálica.

Na noite de domingo (5), um avião pertencente ao Estado do Paraná e operado pela Casa Militar do Paraná partiu de Curitiba e pousou no Aeroporto Municipal Paulo Abdalla. Na segunda-feira (6), às 10h30 uma segunda aeronave, um helicóptero pertencente ao SAMU de Maringá, pousou no aeroporto para realizar o transporte de outros órgãos da mesma doadora.

As equipes se dividiram após o procedimento no hospital e no avião foram transportados um coração, o rim esquerdo e parte do fígado, além do baço e linfonodos. No helicóptero, uma equipe médica levou o rim direto e outra parte do fígado, destinados a pacientes internados em Maringá. As córneas foram levadas para Cascavel, no Banco de Olhos, em um  veículo do Estado.

Responsável pela captação do fígado, o médico José Sampaio Neto destacou a eficiência da estrutura logística e a agilidade no deslocamento, fatores fundamentais para o sucesso do procedimento e para o aproveitamento dos órgãos sem perda de tempo. “Essa operação foi possível graças à logística que temos no nosso estado, que realmente é privilegiada. Fomos de avião, voltamos de avião, saímos ontem à noite e chegamos agora pela manhã, sem perda de tempo além do estritamente necessário. Outro ponto importante foi a possibilidade de utilizar o mesmo fígado para dois pacientes. Uma fração foi destinada para um paciente em Curitiba, e o restante seguiu para Maringá. Isso só é possível graças à integração e ao apoio da Casa Militar, que permite ampliar o número de vidas atendidas”, destacou o médico.

No Hospital Regional do Sudoeste, somente neste ano já foram registradas quatro notificações de morte encefálica. Em três casos, houve autorização familiar para a doação de órgãos, reforçando a importância do diálogo sobre o tema.

Pela legislação brasileira, a decisão final cabe aos familiares de primeiro grau, o que torna essencial que o desejo de doar seja manifestado ainda em vida. Um único doador pode salvar até oito vidas, com a doação de órgãos como coração, fígado, rins, pulmões e pâncreas. No entanto, a efetivação depende de fatores como compatibilidade e condições clínicas. Mais do que uma operação médica, a ação registrada em Francisco Beltrão evidencia como a integração entre equipes de saúde e logística aérea pode transformar a doação de órgãos em novas chances de vida. Em um cenário onde cada minuto conta, a rapidez no transporte se consolida como peça-chave para que histórias tenham um novo começo.

Fonte: PP News com assessoria PMFB

Foto de Silvonei Casarim

Silvonei Casarim

Redator/Locutor

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