O prazo para a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) 2026 termina no final de setembro. O assunto foi abordado pelo contador Rui Luquini, durante participação no Jornal RA 2ª Edição desta segunda-feira, 17.
Segundo o especialista, as novas diretrizes da Receita Federal aumentam a necessidade de atenção dos proprietários rurais no preenchimento das informações. A declaração passa a exigir dados mais alinhados ao valor atual de mercado dos imóveis, dentro de um processo de integração e cruzamento de informações entre registros públicos e cadastros ambientais.
As propriedades com mais de 30 hectares estão entre as que podem enfrentar maior rigor na fiscalização e eventuais aumentos no valor do imposto. Já os pequenos produtores podem ter direito à isenção, mas ainda assim precisam observar as exigências e, quando necessário, realizar a declaração.
Rui Luquini também destacou a importância de manter atualizados documentos e informações relacionados ao georreferenciamento e ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esses dados contribuem para a segurança jurídica das propriedades e podem ajudar a evitar problemas relacionados às divisas dos imóveis.
A orientação aos agricultores é revisar cuidadosamente as informações antes de enviar a declaração. Dados incorretos ou inconsistentes podem resultar em multas e outras complicações junto à Receita Federal.
Para o contador, as mudanças fazem parte de um processo de modernização da fiscalização, com maior integração das bases de dados do governo e consequente ampliação do controle sobre o patrimônio rural.



















