Casos de violência contra a mulher sobem 1% no primeiro semestre de 2021 no Paraná

A atuação constante das forças policiais do Paraná nos primeiros seis meses de 2021, aliada ao encorajamento da procura pelos órgãos competentes em caso de violência doméstica, contribuiu para o aumento dos registros. Foram registradas 27.881 ocorrências de violência doméstica contra mulher no Paraná nos primeiros seis meses de 2021, um aumento de 1% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram 27.622 casos registrados no Estado. O número de pessoas detidas neste ano, por violência doméstica contra mulher no estado do Paraná, foi de 3.968, sendo por prisão, cumprimento de mandado, ou apreensão de menor em flagrante.

De acordo com a delegada-adjunta da Delegacia da Mulher de Curitiba, Emanuele Maria de Oliveira Siqueira, quanto mais se fala sobre a violência doméstica, mais as mulheres percebem se os relacionamentos que elas têm são tóxicos ou abusivos. E a necessidade de buscar mais informações e conhecer melhor a legislação também tem aumentado. A rede de proteção estabelecida, que engloba as forças policiais, o Judiciário e o Ministério Público, tem incentivado essas mulheres a procurarem ajuda, o que proporciona, o aumento da segurança.

“Hoje já tem muita gente consciente, elas não ficam mais tão reclusas em casa, convivendo com situações de violência doméstica, e vão denunciar. Acredito que seja isso um dos motivos que está fazendo com que haja mais registros. Podemos dizer, então, que aumentou o número de registros de violência, o que não podemos afirmar é se essa violência é recente, ou se está sendo escancarada agora, mas vem acontecendo há muito mais tempo”, pontua.

No entanto, os dados também mostram que as mulheres ainda enfrentam grandes barreiras para denunciar a violência ou a ameaça de que são vítimas, antes que situações extremas aconteçam. O levantamento da Secretaria da Segurança Pública do Paraná aponta que caiu 38,78% o número de denúncias de violência contra a mulher ao comparar o primeiro semestre de 2021 com o mesmo período do ano anterior. “Pedimos que as mulheres, ou qualquer outra pessoa, se encorajem e denunciem, pois só assim as medidas podem ser tomadas”, pede o Coordenador do Disque Denúncia 181, capitão André Henrique Soares.

TIPOS DE AGRESSÃO – Apesar da agressão física ser a mais conhecida, existem também outras formas de violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha. Neste caso, há cinco formas que se enquadram: violência física (conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal); violência psicológica (que cause dano emocional e diminuição da autoestima); violência sexual (que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada); violência patrimonial (que configure a retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos); e violência moral (configure calúnia, difamação ou injúria).

Um ponto importante para a delegada Emanuelle é que todos os tipos de violência podem e devem ser noticiadas à polícia ao primeiro sinal, pois a violência doméstica familiar é sempre progressiva. Além disso, a denúncia também é a ferramenta para ajudar as mulheres que sofrem violência e para colaborar com o trabalho das forças policiais.

BOTÃO – Na área de prevenção e do atendimento das ocorrências emergenciais, a Polícia Militar do Paraná avançou com tecnologia e otimização no tempo. A principal inovação é o Botão do Pânico Virtual, lançado em março de 2021, uma ferramenta que serve para agilizar o atendimento emergencial para mulheres que possuam medidas protetivas de urgência, concedidas através da Lei Maria da Penha. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SESP), a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, a Polícia Militar e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná e Tribunal de Justiça do Paraná.

DENÚNCIAS – Quando alguém presenciar ou sofrer situações de violência doméstica, pode entrar em contato com a Central de Denúncias 181, pelo telefone ou pelo site: www.181.pr.gov.br. A denúncia é totalmente anônima e contribui para que as vítimas sejam salvas em tempo, para que os casos possam ser devidamente apurados e os agressores sejam punidos.

Fonte e foto: Agência Estadual de Notícias

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