Caminhoneiros são incluídos em grupo prioritário para receber a vacina

Profissionais do setor de transporte agora passam a fazer parte do grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19. A inclusão de trabalhadores em transportes terrestres, aéreo, ferroviário e aquaviário foi confirmada em nota pelo Ministério da Infraestrutura.

A categoria contempla os caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo rodoviário de passageiros, funcionários das companhias aéreas nacionais, trabalhadores de portos, funcionários de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas e funcionários de empresas de navegação. “Esse é um reconhecimento da importância do trabalho que vem sendo desempenhado pelo setor, essencial para a manutenção das atividades de todo o País”, afirma o presidente da CNT, Vander Costa.

Apesar da inclusão, o Ministério da Saúde ainda não divulgou em qual fase da campanha o grupo deve ser imunizado. Para ter direito à vacinação, os profissionais deverão comprovar, por meio de documentação, que são funcionários de empresas de alguns destes segmentos.

A medida foi bem recebida pela categoria. O presidente da Coptrans, Ezídio Salmória, disse que várias medidas de prevenção foram adotadas nos últimos meses e que, entre os mais de 450 motoristas ligados à cooperativa, poucos se infectaram. A vacina seria a solução para dar mais segurança aos caminhoneiros, mas ele ressalta: “Quem estiver vacinado poderá estar imune à doença, mas deve continuar com as medidas sanitárias, pois é possível que ainda possa transmitir o vírus a outras pessoas. Então os cuidados precisarão permanecer até que quase toda população esteja vacinada”.

Gilberto Gomes da Silva, diretor do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas) de Francisco Beltrão e Região Sudoeste do Paraná, elogia a iniciativa do governo de colocar os caminhoneiros no grupo prioritário da vacinação.

No entanto, o dirigente questiona como será feita a logística para vacinar os motoristas, uma vez que eles passam a maior parte do tempo na estrada em deslocamento. “Vai ser no Sest/Senat, vai ter aí uma força-tarefa nos postos de gasolina, em que locais que esse pessoal vai ser vacinado? Principalmente o pessoal que transporta grãos e câmara fria. Porque, quem trabalha aqui na região, temos aqui bastante raçãozeiros, os galeteiros (aves), esses é tranquilo, porque sai de manhã e, à noite, tá em casa.”

Segundo ele, a preocupação é com quem faz viagens mais longas e passa dias na estrada. Gilberto ressalta que o caminhoneiro, assim como outras profissões, que não podem parar, está exposto à contaminação, “por isso foi louvável essa iniciativa do Governo Federal”.

Fonte e foto: Jornal de Beltrão

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