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Cinco meses após acidente, corpos de quatro venezuelanos que moravam em Ampére são liberados

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Julio Cesar Alves
Foto: Reprodução Redes Sociais

Os corpos dos quatro venezuelanos que moravam em Ampére e morreram em um grave acidente de trânsito em Santa Catarina foram liberados, mais de cinco meses após a tragédia registrada na BR-470, no município de Brunópolis.

As vítimas eram Luis Orlando Tormes Larez, de 31 anos; Fanny del Valle Rodriguez Trujillo, de 38 anos; Jhoxsert Andres D. Viazzo Rodriguez, de 13 anos; e Jhoxhfred Gabriel Rodriguez Trujillo, de 8 anos.

Conforme informações divulgadas pela Funerária Evangelista, Luis Orlando Tormes Larez foi sepultado no Cemitério Municipal de Ampére nesta sexta-feira, 14.

Já os corpos de Fanny del Valle Rodriguez Trujillo, Jhoxsert Andres D. Viazzo Rodriguez e Jhoxhfred Grabriel Rodriguez Trujillo foram encaminhados ao Crematório Jardim das Oliveiras, em Francisco Beltrão, para os procedimentos de cremação, também nesta sexta.

Segundo a funerária Evangelista não ocorreu velório.

CINCO MESES DE ESPERA

A tragédia ocorreu no final da manhã de 7 de março de 2026, na BR-470, em Brunópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Os quatro venezuelanos estavam em um Fiat Palio, com placas de Florianópolis, que se envolveu em uma colisão frontal com uma carreta bitrem de Curitiba, que transportava biodiesel.

O acidente aconteceu por volta das 11h30, no km 270 da rodovia, nas proximidades da ponte sobre o Rio Marombas. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram mobilizadas, mas os quatro ocupantes do automóvel foram encontrados presos às ferragens e já sem vida.

As vítimas haviam vindo da Venezuela para o Brasil em busca de oportunidades de trabalho e estavam residindo em Ampére.

Fanny, de 38 anos, trabalhava em uma indústria de confecções do município. Jhoxsert, de 13 anos, estudava no Colégio Estadual Cecília Meireles, enquanto Jhoxhfred, de 8 anos, era aluno da Escola Dr. Caetano Munhoz da Rocha. Luis Orlando atuava profissionalmente em outra área.

Desde o acidente, o Jornalismo Ampére FM/Interativa FM acompanhou o processo para identificação e liberação dos corpos.

Na época, a Polícia Científica de Santa Catarina informou que as vítimas não puderam ser identificadas por reconhecimento facial em razão das graves lesões provocadas pelo acidente. Os corpos foram encaminhados ao IML de Campos Novos e o processo de identificação passou a ser realizado por meio das impressões digitais, com atuação do Setor de Papiloscopia da Polícia Científica.

Como as quatro vítimas não possuíam documentação brasileira, foram necessários outros trâmites e informações para que a identificação oficial pudesse ser concluída.

Agora, mais de cinco meses depois do acidente, os corpos foram finalmente liberados, permitindo a realização dos atos fúnebres e a despedida dos familiares e amigos.

Foto de Julio Cesar Alves

Julio Cesar Alves

Jornalista

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