A Aduana de Dionísio Cerqueira registrou crescimento na movimentação financeira, no volume de cargas e na quantidade de documentos desembaraçados durante o mês de maio de 2026. Os dados foram divulgados pela Receita Federal e apontam para um ano que pode terminar com novos recordes de movimentação no Porto Seco.
A corrente financeira, que soma importações e exportações realizadas pela aduana, alcançou US$ 86,19 milhões em maio, o equivalente a aproximadamente R$ 445,6 milhões. O valor representa um crescimento de 3,8% em comparação com abril, quando foram movimentados US$ 83 milhões. Do total registrado em maio, cerca de US$ 54,7 milhões (R$ 277,3 milhões) correspondem às importações brasileiras, enquanto US$ 31,4 milhões (R$ 162,7 milhões) referem-se às exportações.
Nos cinco primeiros meses do ano, a corrente financeira acumulada já soma US$ 384,4 milhões, aproximadamente R$ 1,98 bilhão. Mantido o ritmo atual, a estimativa é que 2026 encerre com cerca de US$ 922,6 milhões movimentados, valor próximo do recorde histórico registrado em 2024, quando a aduana alcançou US$ 946,8 milhões. O fluxo de caminhões também apresentou crescimento. Em maio, passaram pela Aduana de Dionísio Cerqueira 2.656 veículos de carga, número 7,3% superior ao registrado em abril, quando foram contabilizados 2.476 caminhões.
Do total de maio, 1.766 caminhões transportavam produtos importados pelo Brasil e 890 veículos transportavam mercadorias destinadas à exportação. Entre janeiro e maio, a aduana registrou a passagem de 11.591 caminhões. Se a média for mantida até dezembro, o ano poderá encerrar com aproximadamente 27.818 veículos de carga, superando o recorde de 25.936 caminhões registrado em 2025.
Outro indicador em alta foi o número de documentos desembaraçados pela Receita Federal. Em maio, foram liberados 2.145 documentos de importação e exportação, alta de 8,4% em relação aos 1.978 registrados em abril.
No acumulado do ano, já foram desembaraçados 9.229 documentos. A projeção para 2026 é de cerca de 22.149 liberações, o que também representaria um novo recorde anual, acima dos 20.822 documentos registrados em 2025. Entre os principais produtos importados estão frutas, hortaliças, plásticos, madeira e produtos da indústria de moagem. Os principais países de origem das mercadorias são Argentina, Chile e Uruguai.
Já entre os produtos exportados destacam-se papel e cartão, frutas, carnes, madeira e resíduos da indústria alimentícia. Os principais destinos são Argentina e Chile. Os números reforçam a importância estratégica da Aduana de Dionísio Cerqueira para o comércio internacional da região Sul do Brasil e indicam um cenário de crescimento nas operações ao longo de 2026.
Fonte: Portal RBJ









