Viabilização do aeroporto regional de Renascença entra em fase técnica

quinta-feira, 20 fevereiro 2020 | 16:01 PM

Com a oficialização do convênio entre os governos estadual e federal para elaborar os projetos de implantação do aeroporto regional do Sudoeste, a proposta entra em uma fase estritamente técnica. Esta é a avaliação do prefeito de Renascença, Lessir Bortoli (PSC), que defende a viabilidade do projeto.

“Agora as tratativas serão puramente técnicas e não mais políticas. Há dois estudos apontando os potenciais da área indicada para comportar o aeroporto, seguindo critérios objetivos da aviação, e agora o projeto irá definir o modelo e todas as especificações da obra, realizado por especialistas”, explicou Lessir.

O prefeito de Renascença esteve acompanhando uma comitiva do Sudoeste nesta semana em um encontro na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, em Curitiba. A reunião oficializou de forma documental a indicação do estudo feito pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que avaliou as características de alguns sítios aeroportuários da região no ano passado.

Essa oficialização permite à SAC (Secretaria de Aviação Civil) dar continuidade ao processo para realizar o convênio com o Estado e repassar os recursos para elaboração do projeto de implantação — cerca de R$ 2 a R$ 3 milhões. Depois, deve ser encaminhada a declaração de utilidade pública de 80 alqueires e desapropriação de ao menos 25 alqueires.

Estimativa de custo: de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões
O projeto irá apontar, por exemplo, a necessidade de movimentação de terras, realização de obras complementares, o padrão de pista e terminal e impacto ambiental da obra. Técnicos da SAC que visitaram a região no ano passado estimam, com base em outros modelos de implantação de aeroportos regionais no País, que sejam necessários entre R$ 120 e R$ 150 milhões para construir o aeroporto do Sudoeste. Entre os pontos favoráveis para reduzir esse custo estariam a topografia da área, facilidade de licenciamento ambiental, o acesso (às margens da PR-280) e a não existência de infraestruturas como residências, empresas, redes de transmissão a serem indenizadas ou realocadas.

A área, na Linha Buriti, fica exatamente entre Beltrão e Pato Branco e permitirá a construção de um aeroporto planejado para expansão, com média de tempo favorável em quase todos os dias do ano e fora de centros urbanos, numa proposta para se concretizar a médio prazo, dadas as projeções de crescimento da demanda de passageiros e economia do Sudoeste do PR e o Oeste de SC.

Andamento
O andamento do projeto ganhou força após o anúncio do convênio na semana passada, viabilizado com o Estado pelo deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia. O governador Ratinho Júnior (PSD) foi a Brasília conhecer em detalhes o projeto do aeroporto regional e no retorno autorizou a parceria com a União. O deputado estadual Wilmar Reichembach (PSC) também encampa a mobilização.

Histórico

A construção de um aeroporto regional é tema de debate na Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) desde 2002. Em 2007, a entidade contratou um estudo com o professor André Silvestri, da UEL, especializado em edificação de aeroportos, e que apontou a área na Linha Buriti (Renascença) como a mais indicada para comportar a estrutura.

Em 2013, a viabilização do projeto foi suspensa devido aos estudos do governo federal para o Plano de Aviação Regional, que contemplaria a modernização dos aeródromos de Beltrão e Pato Branco (mas que se mostraram inviáveis devido ao elevado custo em relação às melhorias).

Em 2016, o projeto do aeroporto regional foi retomado, com articulações das lideranças do Sudoeste, e no ano passado a proposta atraiu a atenção da SAC, que enviou uma equipe do ITA para avaliar as áreas, dentro da metodologia nacional para estudo de sítios aeroportuários. O governo federal indica que poderá usar recursos do Programa de Investimentos na Aviação Regional para viabilizar o aeroporto do Sudoeste.

Fonte e foto: Assessoria

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