Uso de cheques é cada vez mais incomum e caminha para a extinção

terça-feira, 03 março 2020 | 09:13 AM

Com o aumento do número de meios de pagamento, o cheque que já foi considerado um documento que atestava um certo status a alguns correntistas, acabou caindo em desuso. Em parte, pelo número de documentos devolvidos e demora na disponibilização do dinheiro, em comparação a outras modalidades, como a transferência bancária, por exemplo. Prova disso, são os números do Banco Central que mostram uma redução do número de documentos trocados, cuja média mensal caiu de 2,943 bilhões de cheques emitidos, em janeiro de 1998, para menos de 436 milhões, em janeiro de 2019.

O documento está tão fora de uso que poucas pessoas conseguem responder de pronto a data em que usaram pela última vez uma folha de cheque para pagar alguma coisa. Um dos indicativos também pode ser a justificativa de algumas devoluções, caso do motivo codificado como 22, que significa inconsistência ou divergência da assinatura usada para o documento. Em resumo, a assinatura feita no meio de pagamento não bate com a cadastrada junto ao banco, conforme prevê a legislação.

Neste caso, quando comparado o volume de documentos devolvidos por este motivo se percebe um certo equilíbrio, mesmo diante da redução drástica registrada no volume de cheques trocados. Em 2013, quando a compilação de devoluções passou a computar o motivo 22 em separado, foram devolvidos 2, 327 milhões de cheques por motivo, 22. Já em 2019, o número foi de 2,464 milhões de documentos. No entanto, quando comparado o volume do ano anterior há uma queda. Em 2018, foram 2, 616 milhões.

Situações como essa podem refletir apenas o esquecimento. Um caso como esse foi narrado por uma correntista do banco Itaú que, ao se matricular em uma escola de natação de Curitiba, optou pelo plano anual pago em cheques. Como não usava o talonário desde 2016, conforme seu relato, não lembrava se havia atualizado a assinatura junto ao banco, assim como os dados pessoais, pois havia se casado no período. Não deu outra. A assinatura não bateu e, por esse motivo, precisou trocar todos os cheques usados para o pagamento.

O pagamento em cheques é aceito em praticamente todos os estabelecimentos comerciais brasileiros. Pelo Código do Consumidor, o veto ao aceite desta modalidade deve estar expresso em local de fácil visualização.

Atualmente, os estabelecimentos que mais se utilizam do meio, são escolas de cursos livres, academias ou profissionais autônomos. Alguns comerciantes que ainda usam o meio de pagamento, o fazem por ser isento de taxas, como ocorre com os cartões de débito e crédito.

Fonte: Ana Ehlert/Portal Bem Paraná – Foto: Portal Bem Paraná

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