Perícias em armas e celulares deixam de ser feitas pelo Instituto de Criminalística

quarta-feira, 05 fevereiro 2020 | 09:52 AM

Apesar de todo o esforço das lideranças da área de segurança pública, o laboratório para perícia em celulares foi fechado nas seções do interior do Instituto de Criminalística no ano passado. No Estado, existiam unidades em Curitiba, Londrina e Francisco Beltrão.

Além de atender todo o Sudoeste (42 municípios), a seção de Francisco Beltrão de computação forense atendia a 15ª Subdivisão Policial de Cascavel e os escritórios do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Beltrão, Guarapuava e Foz do Iguaçu. Cerca de 60 aparelhos de celular eram recebidos por mês. O laboratório beltronense estava equipado com dois aparelhos Cellebrite novos (tecnologia israelense), que foram enviados de volta para Curitiba.

Segundo o perito-chefe da Seção do Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão, Patrick Souza, o serviço tinha muita demanda. Eram mais de 700 aparelhos de celular na fila para perícia.

Após decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, que proíbe o recebimento de armamento nas dependências do Poder Judiciário para custódia, ainda que os objetos se encontrem vinculados a processo judicial, também houve nova mudança. Ou seja, os fóruns locais não podem mais receber armas. Com isso, a Polícia Científica também interrompeu o serviço de exame em armas de fogo no interior, pois as unidades não possuem estrutura para guardar armamento. Tudo é encaminhado para Cascavel e depois Curitiba.

Em Francisco Beltrão eram feitos os exames de eficiência, prestabilidade e identificação das armas. Em Pato Branco, esses exames representavam cerca de 40% das perícias e em Francisco Beltrão, 30%. O lado positivo, é que as demais perícias agora serão agilizadas. A equipe do Instituto de Criminalística do Sudoeste é formada por sete peritos que atendem as regiões de Pato Branco e Francisco Beltrão. Há uma expectativa de que mais peritos sejam nomeados do último concurso público e venham para a região. Em 2019 foram feitos no Instituto de Criminalística do Sudoeste 1.782 perícias e 1.940 laudos.

Fonte: Jornal de Beltrão

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *