Comitê do APL de Alumínio vai a Brasília buscar revisão de normativa do INMETRO

quarta-feira, 12 fevereiro 2020 | 15:18 PM

Fale com a Rádio Ampére AM |

Acompanhada de representantes do APL (Arranjo Produtivo Local) de Alumínio do Sudoeste do Paraná, a deputada Leandre (PV-PR) esteve no início da semana no Ministério da Economia para debater a revisão de normativas do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) que exigem certificação compulsória de panelas de alumínio.

A deputada estava acompanhada de Ademar Pastre, coordenador APL, Anderson Marquardt, empresário do setor de fundição, Carlos Luiz Vagliati, vice-coordenador do APL, e Emerson Cechin, do Sebrae. Eles foram recebidos pelo coordenador geral do Ministério da Economia na Subsecretaria da Indústria, Rogério Fabrício Glass.

Em setembro, atendendo a um pedido do APL do Sudoeste, Leandre esteve no Ministério da Economia para solicitar a revisão das portarias do INMETRO. Em janeiro deste ano, a deputada levou a resposta do Ministério aos empresários do setor, em uma reunião em Francisco Beltrão. No documento, o governo federal reiterava a importância da certificação compulsória de panelas. Assim, foi marcada esta nova reunião, em Brasília, com representantes da categoria, para contra-argumentar a decisão governamental.

A motivação principal é novo marco regulatório do INMETRO, que tem a finalidade de elevar o desempenho regulatório, reduzir a carga administrativa e estimular a inovação e a competitividade do setor produtivo, com propósito de revisão de todas as normas reguladoras até 2021.

Ademar Pastre explicou que o processo de certificação é complexo, e oneroso. E caso a decisão do governo prevaleça, a manutenção da norma pode até inviabilizar a continuidade da produção de várias empresas no ramo. Atualmente, o APL de Alumínio do Sudoeste é composto por 48 empresas e gera mais de 2.000 empregos.

Neste sentido, considerando que o prazo para implantação da certificação está se esgotando — e a grande possibilidade de que essa exigência seja reformada através dos procedimentos do novo marco regulatório — seria complemente prejudicial que as industriais suportassem o oneroso custo de certificação, havendo possibilidade de mudança.

Durante a reunião em Brasília, a equipe do Ministério de Economia destacou a relevância da situação apresentada e assegurou que promoverá a comunicação direta junto ao INMETRO visando prorrogar prazos até que ocorra revisão da norma que exigem certificação compulsória de panelas metálicas e solicitar nova prorrogação na exigência destas certificações para o setor.

“Nós precisamos sensibilizar o governo federal para esta causa dos empresários do setor de alumínio. O encerramento da atividade dessas empresas pode acarretar prejuízos econômicos para os municípios da região Sudoeste. É necessária a revisão da normativa”, pontuou a deputada Leandre Dal Ponte.

Compartilhar

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *