A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, nesta terça-feira (7), mais duas mortes causadas pela dengue, uma em Cascavel (um homem de 84 anos) e outra em Maringá (uma mulher de 58 anos). Os dois são autóctones, contraídos na cidade onde as pessoas moravam. Desde o início deste ano, o Paraná já registrou 10 casos de morte por dengue em Londrina (5), Cascavel (3) e Maringá (2).

Neste ano epidemiológico de 2018/2019 o Paraná enfrenta a pior situação com a doença desde o ano de 2015/2016, quando o Estado bateu o recorde de casos da doença — mais de 56 mil e 63 mortes. Os anos seguintes foram de relativa tranquilidade com a doença. No ano de 2016/2017 foram registrados 870 casos da doneça, o menor da série histórica. No ano seguinte forma 992 casos e agora, até ontem, eram 5.938 casos confirmados.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que o agravamento da doença no Paraná é muito preocupante porque ainda não chegou o fim do ciclo da doença. “Precisamos do engajamento da população, que pode nos ajudar cuidando do ambiente de suas casas, evitando o lixo acumulado e os focos com água parada nos quintais”, alerta.

“O nosso trabalho de prevenção e orientação percorre todo o Paraná, mas é preciso que a população também participe”, reafirma a médica veterinária Ivana Belmonte, da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde.

Cresceu também o número de municípios com maior incidência da doença. Eram 24 na semana anterior e hoje são 26. O boletim semanal mostra que são 5.938 casos confirmados de dengue no Paraná, contra 4.970 registrados na semana passada — um aumento de 968 casos.

Foto: Sesa