O câncer de pulmão é o segundo tipo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Aproximadamente 13% de todos os novos casos de câncer são de pulmão. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2019, são estimados quase 19 mil novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em homens e mais de 12 mil novos casos em mulheres. Os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, mesmo assim existem sintomas em estágio inicial que as pessoas devem ficar atentas, como afirma o médico Oncologista do Inca, Cristiano Duque.

“Tem alguns sinais, sintoma que podem ser sugestivos de câncer de pulmão. Por exemplo, uma pessoa que tem uma tosse persistente, que tem catarro com sangue, e começa a perder peso ou que começa a tratar de pneumonias seguidas, então nesse caso ela tem realmente procurar uma atenção médica, de preferência, com um médico que ela vai ter um segmento e pedir os exames que forem necessários”.

Nas últimas décadas, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. Isso porque o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão, como explica Cristiano Duque.

“85% dos casos estão diretamente relacionados ao cigarro. Essa é a primeira coisa que a gente tem que lembrar para quem fuma: tentar parar de fumar e para quem não fuma tentar ficar longe de ambientes ou de pessoas que fumam. E, de forma geral, que serve para câncer de pulmão, mas para outros tipos de câncer, é recomendado também tentar ter uma vida saudável com atividade física, tentando ter uma alimentação saudável”.

O tratamento do câncer de pulmão depende do estágio da doença, podendo ser tratado com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, ou ainda várias modalidades combinadas. Para que o tratamento seja adequado, é necessário fazer um diagnóstico específico para definir se a doença está localizada apenas no pulmão ou se existem também  focos em outros órgãos.