A Polícia Civil divulgou na manhã desta sexta-feira, 15, o balanço final da “Operação De Wallen” realizada em Ampére, sudoeste do Paraná. Em entrevista coletiva na sede da 19ª SDP em Francisco Beltrão, o delegado que coordenou o trabalho Dr. Fernando Zamoner acompanhado do delegado chefe Dr. Valderez Scalco e do investigador Becker apresentou os detalhes sobre as ações realizadas na cidade contra o tráfico de drogas e outros crimes. Ao todo 16 pessoas foram presas na operação.
 
A ação foi iniciada as 6h de hoje com a participação de 80 policias, onde foram cumpridos 30 mandados judiciais, sendo 18 de busca e apreensão domiciliar e 12 de prisão preventiva. As atividades se concentraram em Ampére, mas também houve ação em Realeza e Santa Izabel do Oeste, municípios vizinhos. Os policiais conseguiram localizar uma quantidade em dinheiro, carros, armas, vários tipos de drogas, como maconha, cocaína, ecstasy e LSD, além de balanças de precisão para pesar o entorpecente.
 
O delegado Fernando Zamoner explica que o trabalho de investigação começou há cerca de um ano. “É um trabalho muito minucioso e começamos há vários meses. Inicialmente identificamos as pessoas vinculadas na associação criminosa e o modo operante do trabalho deles. No início deste ano ai o trabalhou ganhou uma amplitude maior e conseguimos chegar aos envolvidos nessa sexta-feira. O saldo é bem positivo e conseguimos dar uma resposta positiva para a comunidade.”
 
Ele explica que o grupo se concentrava em Ampére, mas também atuava na região. “Tudo partia da cidade e eles atendiam Realeza e Santa Izabel do Oeste. O esquema recebia drogas de várias localidades, como Curitiba, Florianópolis e também da Argentina, pois a fronteira fica muito perto para buscar o entorpecente. Depois eles distribuíam. Algo que percebemos na investigação é que não tinham aquele ponto fixo, a chamada boca de fumo. Eles faziam a entrega do ilícito na casa do usuário, em bares, lanchonetes, em casas noturnas, tudo para despistar.”
 
De acordo com Dr. Fernando Zamoner, alguns dos acusados já tinham passagem pela polícia, “Algumas das pessoas envolvidas nessa situação já tinham sido detidas e seguiram no crime. Percebemos que uma pessoa tinha o comando geral sobre os demais dentro da organização”, cita. Nos depoimentos de hoje alguns ficaram em silêncio e outros deram detalhes de como tudo acontecia, conta o delegado.
 
Foi quase um ano de investigações realizadas pela Polícia Civil de Ampére, com permanente atuação e acompanhamento do Poder Judiciário e do Ministério Público da Comarca, buscando não apenas o combate ao tráfico de drogas, mas também às demais infrações penais que são fomentadas e alavancadas pela prática do comércio de drogas ilegais, como furtos, roubos e outros crimes contra a pessoa.

A “Operação De Wallen” teve o apoio da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão e demais Delegacias Subordinadas, da 5. Subdivisão Policial de Pato Branco, da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, da Divisão Estadual de Narcóticos - DENARC, do Núcleo de Operações com Cães - NOC e do Serviço Reservado da 3º Cia. da Polícia Militar de Santo Antônio do Sudoeste.

O nome da operação decorre de uma referência ao “Red Line District”, de Amsterdã, pois ainda ao início das investigações apurou-se que alguns dos investigados mantinham um imóvel no centro de Ampere apenas para o comércio e ponto consumo de drogas no local (funcionando como uma espécie de “coffeeshop” ilegal), assim como para o acesso à prostituição.
 
Fonte fotos: Julio Cesar Alves e Monique Sfoggia Nava