A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu liminarmente nesta quinta-feira (13) o pedido de habeas corpus em favor do ex-governador do Paraná Beto Richa e da mulher dele, Fernanda.

Com isso, eles seguem presos no Regimento da Polícia Montada, da Polícia Militar (PM), em Curitiba.

O pedido foi feito pelos advogados na manhã desta quinta-feira, depois que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) já havia negado a soltura dos dois, na noite de quarta-feira (12).

Beto e Fernanda Richa foram presos na manhã de terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco), na capital paranaense, em operação que investiga o pagamento de propina por meio do programa estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais.

Conforme o STJ, a decisão da ministra se fundamentou na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal (STF), que não admite habeas corpus contra ato que apenas negou liminar em habeas corpus impetrado em instância anterior.

Laurita destacou, segundo o STJ, que a prisão temporária foi devidamente fundamentada, não havendo razão que justifique afastar a aplicação da súmula.

De acordo com a ministra, o juízo de primeiro grau fundamentou de forma suficiente sua convicção de que a prisão é imprescindível para a investigação criminal, especialmente “para garantir a isenção dos testemunhos colhidos, impedindo ou minorando a influência dos investigados sobre as testemunhas que serão ouvidas”, conforme consta do decreto prisional.