Marco de excelência nos serviços de saúde no Paraná, o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) se tornou também referência nacional para determinados exames, como os de resistência microbiana. Além de atender todo o Paraná, o laboratório recebe amostras de outros estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para exames diferenciados de brucelose, varicela e estreptococos.

Para manter essa excelência, o pessoal do laboratório está em constante treinamento e capacitações, e trabalha com equipamentos de última geração na realização de centenas de exames e análises. No ano passado, foram mais de 600 mil; neste ano, até agora, o número já passa dos 150 mil.

“Tudo para garantir resultados confirmatórios e 100% confiáveis”, diz a farmacêutica bioquímica Célia Fagundes da Cruz. “O Lacen não pode errar”, afirma, citando o lema que rege o laboratório.

Com 124 anos, o Lacen é o segundo laboratório mais antigo do Brasil. Apesar disso, ainda é pioneiro em mudanças destinadas a melhorias. Para obter a melhor amostra possível e colher resultados mais apurados, o Lacen fornece material para coleta aos outros laboratórios, de modo a padronizar os serviços.

Um exemplo é o fornecimento dos tubos de coleta de sangue a vácuo para obtenção das amostras de pacientes em fase aguda das arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela). Na área de produção de meios de cultura e reativos, o Laboratório produz e distribui para todo o Estado kits para meningite, kits para coletar suspeitas de coqueluche, o meio de transporte viral para as amostras de vírus respiratórios, suspeitas de sarampo e rubéola, entre outros.

“Tudo isso é que garante que a amostra que chega ao Lacen é a melhor, a mais correta”, diz a farmacêutica Elizabeth El Hajjar Droppa, responsável técnica pela instituição.

AMOSTRAS - Funciona em três unidades. A do Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, faz exames para a Vigilância Epidemiológica e recebe amostras humanas e de animais de pequeno porte.

A unidade do Alto da XV em Curitiba, de Vigilância Sanitária e Ambiental, analisa as condições higiênico-sanitárias da água, alimentos e medicamentos; e a Unidade de Foz do Iguaçu, um laboratório que atua na área de fronteira, trabalha na contenção e identificação de possíveis eventos em Saúde Pública que envolvam doenças humanas e animais, amostras ambientais de água de consumo e análise de rotulagem de produtos que possam ser contrabandeados, como medicamentos.

Além das três unidades próprias, o Laboratório conta com os Larens, instalados nas Regionais de Saúde, que executam análise de água para consumo humano e rotulagem de produtos.