Depois de convocar o Congresso a atuar em favor de sua agenda no primeiro discurso como presidente, Jair Bolsonaro afirmou que começa a colocar em prática o projeto que "a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu". E que sua posse marca o dia em que "o povo começa a se libertar do socialismo.

"É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil e me coloco diante de toda a nação neste dia como um dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, se libertar da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto".

Bolsonaro falou ainda que o Brasil tem riquezas minerais e terras férteis, e que foi eleito com a "campanha mais barata da história". A fala foi seguida de gritos de "eu vim de graça" e "mito" do público presente na Praça dos Três Poderes.

Bolsonaro chamou a sociedade a fazer um movimento contra o que chamou de "ideologias nefastas".

"Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições, destrói nossas famílias, alicerce da sociedade. E convido a todos para iniciarmos um movimento nesse sentido. Podemos, eu, você e as nossas famílias, todos juntos reestabelecer os padrões éticos e morais que transformarão o nosso Brasil".

O novo presidente encerrou seu discurso ao lado do seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB), exibindo uma bandeira do Brasil. E repetiu um chavão da campanha e de seus apoiadores.

"Nossa bandeira jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela".

Antes de Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro quebrou o protocolo e falou em libras aos apoiadores em frente ao Palácio do Planalto. Ela agradeceu pela saúde do marido e afirmou que os direitos da população surda serão respeitados no novo governo.