O dia 18 de maio é dedicado ao combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Em Ampére, sudoeste do Estado, a data já está sendo lembrada com diversas atividades promovidas pela Rede de Proteção a crianças e adolescentes. Desde segunda-feira, 13, já ocorrem ações para chamar atenção das pessoas para esse problema e a campanha será finalizada no sábado, 18, com um grande ato na Praça Antônio Frâncio.
 
Estão sendo realizadas atividades internas nas escolas com rodas de conversa e palestras. Os estudantes estão assistindo ainda uma peça teatral sob a coordenação da Secretaria de Cultura, intitulada como “Chapeuzinho Vermelho em apuros”.  O tema também está sendo levado para dentro de empresas por meio de uma parceria com a Associação Comercial. O projeto Luti fará na quinta-feira, 16, um pedágio com entrega de panfleto de orientação sobre o crime.
 
CAMPANHA NO RÁDIO
A campanha também está sendo focada nas Rádios Ampére AM e Interativa FM. Na programação das duas emissoras o tema está sendo abordado com chamadas de conscientização e entrevistas. Nesta terça-feira, 14, o promotor público Esdras Vilas Boas, que atua no Ministério Público Estadual na Comarca de Ampére falou sobre o combate ao problema.
 
Ele destaca que é uma situação que ocorre não apenas no município, mas em todo o Brasil. O promotor chama atenção das pessoas para a importância de denunciar. “Essa é uma linha de atuação importante do MP. Preservar a dignidade das crianças e adolescentes, especialmente nessa área contra o abuso sexual. Atuamos na punição das pessoas envolvidas com esse crime, mas também para acolher essas crianças e adolescentes que passam por essa situação. Infelizmente é um fato corriqueiro, porém a população precisa denunciar. Toda denúncia é investigada e esse trabalho é feito de forma muito sigilosa. Por isso eu conclamo as pessoas a denunciarem esse tipo de crime.”
 
Dr Esdras revelou que na maioria dos casos a situação ocorre dentro de casa. “Temos que alertar que as famílias devem ficar atentas, pois muitas vezes o problema está dentro de casa. Então é necessário as pessoas observarem o comportamento da criança. E percebemos que na maioria dos casos pode ser o pai, padrasto ou outro familiar envolvido no crime.”