As cooperativas de crédito Cresol liberaram no ano-safra 2014/2015 mais de R$ 586 milhões de recursos aos agricultores familiares cooperados. Na base Sudoeste, que compreende 27 municípios, foram liberados para o custeio agrícola e pecuário R$ 147.983.942,30. Não estão computados os números de contratos e valores liberados para os associados da região da base Fronteira. 
Os valores são referentes aos financiamentos por meio do crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para o custeio das lavouras e investimentos nas propriedades, que somaram um total de 30.325 contratos no ano-safra passado.
Na Cresol base Sudoeste, que tem sede em Beltrão e abrange 27 municípios, foram assinados 9.163 contratos de custeio. A maioria dos produtores rurais usou os recursos para o plantio de soja, vindo a seguir a opção pelo milho, trigo e feijão. 
A Cresol Base Fronteira abrange 12 municípios e liberou R$ 39,4 milhões distribuídos em 2.916 contratos de em Pronaf Custeio. Se domadas os valores das duas bases o valor chega a R$ 186,9 milhões (valor arredondado) na região. 
Os recursos repassados em custeio pelo Sistema Cresol, no Brasil, somaram mais de R$ 376 milhões. Foram efetivados aproximadamente 24 mil contratos. Já o crédito financiado na modalidade investimento representou cerca de sete mil contratos, em um total de R$ 211 milhões repassados. 
No cenário financeiro nacional, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os agricultores familiares contrataram um total de R$ 23,9 bilhões em crédito rural pelo Pronaf. Houve um aumento de 9,4% no valor, se comparado ao que foi contratado na safra 2013/2014. 
Para financiar a safra 2015-2016, agricultores familiares brasileiros terão R$ 28,9 bilhões. Além do volume recorde de crédito, o plano prevê medidas que permitem a ampliação da cobertura do seguro agrícola, a expansão dos mercados, a regularização da agroindústria familiar, e a criação de um programa de apoio às cooperativas.
O valor recorde de recursos para financiar a agricultura familiar terá taxas de juros abaixo da inflação, variando entre 0,5% e 5,5%, dependendo da região e do valor financiado. Os agricultores familiares do Semiárido encontram créditos com juros ainda mais baixos, entre 0,5% e 4,5%. 
Para o ano-safra 2015-2016, que começou dia 1º de julho, a perspectiva da Base Sudoeste da Cresol é de crescimento de 30% nos valores para custear as lavouras e pecuária, ou seja, quase R$ 200 milhões. A maioria dos cooperados vai plantar soja. Vandir Alves da Conceição, analista de gestão da Base Sudoeste, diz que os associados já estão fazendo os contratos e podem procurar as empresas de assistência técnica para fazer o plano de crédito.
Vandir destaca que para este ano-safra houve uma alteração importante no formato do Proagro mais - seguro agrícola -, que garantirá uma cobertura de 80% da receita bruta esperada.